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TADAMICHI KURIBAYASHI

 

Tenente-General Tadamichi Kuribayashi (7 de julho de 1891 — 22 de março de 1945) foi o comandante da defesa Japonesa em Iwo Jima durante a Batalha de Iwo Jima, descendente de uma família de samurais.

Kuribayashi foi graduado na 26ª Turma na Academia do Exército Imperial em 1914, tendo-se especializado na cavalaria. Continuou na Escola do Exército na Cavalaria até 1918. Em 1923, graduou-se na 35ª Turma do Army War College, com excelentes notas, recebendo como prémio um sabre militar do Imperador Taisho.

No início de 1928, ele passou 2 anos num centro militar em Washington, onde pôde observar o poder industrial dos Estados Unidos.

Depois de voltar para Tóquio, Kuribayashi foi promovido ao posto de major e apontado como o primeiro japonês militar para ser adido no Canadá. Seria foi promovido a tenente-coronel em 1933. Neste mesmo ano, foi designado para a Área de Pessoal do Exército em Tóquio, ficando até 1937. Neste período, escreveu letras para várias canções marciais. Em 1940, Kuribayashi foi promovido a major-general.

Em dezembro de 1941, ele foi ordenado Chefe do Estado Maior do 23º Exército Japonês comandado por Takashi Sakai, na invasão de Hong Kong. Em 1943, ele foi promovido a tenente-general e transferido para ser o comandante da 2ª Divisão da Guarda Imperial, que era principalmente uma divisão de reserva e de formação. Em 27 de maio de 1944, tornou-se comandante da 109º Divisão Imperial.

Em Junho de 1944, foi escolhido pelo Imperador Hirohito para liderar a defesa da ilha de Iwo Jima. Na noite anterior à sua partida, reuniu-se em particular com o Imperador para lhe avisar sobre a importância dos Estados Unidos não tomarem o local.

Três divisões de Fuzileiros americanos desembarcaram na ilha em 16 de Fevereiro, na Operação Detachment. Kuribayashi teria dito às suas tropas que cada um deveria abater dez soldados americanos ou um tanque antes de tombar. Recusou-se a deixá-los participar em ataques suicidas (Kamikaze). Ao invés disso, preferiu utilizá-los em táticas de guerrilha.

Em 22 de Março, após mais de um mês de intensos combates, ele comentou, via rádio que, "continuaremos a lutar" mesmo frente a derrota iminente. Ele completou dizendo: "As forças sob o meu comando são agora quatrocentas. Tanques estão a nos atacar. O inimigo sugeriu através de alto-falantes que nos rendêssemos, mas os oficiais e o restante dos homens apenas se riram e não deram atenção". Esta foi a sua última mensagem.

 

 

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