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WILHELM FRICK

 

Wilhelm Frick (Alsenz, 12 de março de 1877 — Nurembergue, 16 de outubro de 1946) foi um político nazista, ministro do Interior do Terceiro Reich, julgado e condenado à morte por crimes de guerra pelo Tribunal de Nuremberg.

Frick fez seus estudos básicos e depois se graduou em jurisprudência em 1901, entrando para o serviço público da Baviera como advogado na central de polícia de Munique. Em 1923, participou do Putsch de Munique junto com Adolf Hitler e foi um dos presos na rebelião, julgado e condenado por traição em 1924. Recebeu uma sentença de prisão de quinze meses, suspensa, e foi demitido da polícia.

Ele foi eleito para o Reichstag em 1924, após a comutação de sua sentença, filiando-se ao partido nazista no ano seguinte, ligando-se à ala mais radical do partido no Parlamento, representada pelos irmãos Strasser, Gregor e Otto. Em 1930, foi nomeado ministro do Interior e da Educação da Turíngia.

Com a subida de Hitler ao poder em janeiro de 1933, Frick foi nomeado Ministro do Interior da Alemanha, sendo um dos três únicos nazistas integrantes do gabinete original do Führer, com a responsabilidade de proclamar as leis que estabeleceriam o regime nazista ditatorial na Alemanha. Ele manteve o cargo até 1943, quando uma disputa com Heinrich Himmler o fez perder a pasta e ser nomeado para o protocolar cargo de Protetor da Boêmia e Morávia.

Após a guerra, preso e julgado pelo Tribunal de Nuremberg, onde foi o único acusado que se recusou a apresentar uma defesa, seu papel como formulador das Leis de Nuremberg e controlador dos campos de concentração o fizeram ser considerado culpado por planejar e iniciar guerra de agressão, crimes contra a paz e crimes contra a humanidade, sendo condenado à morte por enforcamento.

Em 16 de outubro de 1946, ele foi o sexto homem a deixar sua cela algemado, as 2:05 da madrugada, andar até o patíbulo, ter a corda passada no pescoço, dizer as palavras “Vida longa à eterna Alemanha” e cair pelo alçapão.

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